Dia mundial do rádio: 116 anos de revolução e adaptação

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A tecnologia mais aclamada da época ganhou o coração do mundo todo. No Brasil, as primeiras transmissões radiofônicas se tornaram um marco para o país e para as pessoas que acompanhavam simultaneamente por 80 receptores instalados na cidade do Rio de Janeiro, local escolhido para a exposição internacional em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, inaugurada pelo presidente Epitácio Pessoa, no dia 7 de setembro de 1922.

Historicamente a trajetória do rádio é construída através de mudanças e adaptações, mas além disso, ele se tornou uma ferramenta de confiança, um canal de informação e uma maneira de gerar entretenimento para o público. Foi pelo rádio que foram apresentadas as primeiras radionovelas: uma narrativa sonora com dramatização, que foi fundamental para que a história do rádio se configurasse.

Na década de quarenta os programas policias também fizeram muito sucesso elevando a audiência e atraindo cada vez mais ouvintes. Antes dos telejornais no formato tradicional, o rádio também já exercia o trabalho de noticiar através do programa Repórter Esso, que foi o primeiro noticiário de radiojornalismo no Brasil e esteve no ar por 30 anos, de 1941 a 1970.

O rádio tem uma grande importância para a construção social, cultural e política da nossa sociedade. Desde o seu nascimento ele contribuiu para a disseminação da informação, facilitando a fluidez dos fatos e moldando um novo estilo de vida. Com o surgimento das novas tecnologias e os diferentes processos de produções radiofônicos, o mundo teve que se adaptar com os atuais hábitos culturais.

O rádio é forte e permanece dinâmico, o processo de convergência tecnológica contribuiu para ampliar novas ações e transformar o uso das linguagens utilizadas.  A transição para o digital acompanhou essas mudanças, abriu horizontes e facilitou para que o eixo principal do rádio continue sendo o de informar, entreter e interagir com os ouvintes. Hoje, nós comemoramos o Dia Mundial do Rádio com a sensação de pertencer a uma comunidade de quem ouve, produz e  dissemina este meio que está mais vivo do que nunca.